Bad influence
Tanto se debate sobre a (má) influência do excesso da língua inglesa no cotidiano brasileiro. Por exempo: liquidação virou "off", baixar arquivo da internet é fazer "download". Você, neste momento, está lendo um "blog", que se origina do inglês "weblog", que numa tradução simples se trata de um diário postado na internet. Mas o que me espanta é constatar a influência destes termos em inglês sobre justamente aqueles que deveriam dar o exemplo e menos se deixar contaminar por este tipo de "colonialismo": nós, os jornalistas. Pra quem não sabe, nas redações se escuta uma série de termos "bonitos" do inglês, pura frescura. É lead (o primeiro parágrafo de uma matéria), release (o texto que as assessorias de imprensa enviam às redações), deadline (prazo final), só para citar três dos mais comuns entre as dezenas de expressões em inglês adotadas pelos jornalistas brasileiros. A Folha, por exemplo, tem um ombudsman. Na TV, você pode editar uma notícia em off.
A explicação para isso vai além da enorme influência que o jornalismo americano exerce sobre o brasileiro. Pra mim, a principal explicação é outra: vaidade. É por isso que os banheiros das redações têm tantos espelhos. Não conheço jornalista que não seja vaidoso (se alguém souber de algum, me apresente, por favor). É chique usar termo em inglês. Mesmo que para discursos vazios.
A explicação para isso vai além da enorme influência que o jornalismo americano exerce sobre o brasileiro. Pra mim, a principal explicação é outra: vaidade. É por isso que os banheiros das redações têm tantos espelhos. Não conheço jornalista que não seja vaidoso (se alguém souber de algum, me apresente, por favor). É chique usar termo em inglês. Mesmo que para discursos vazios.
Comentários
Pior parte: restaurantes que insistem no apóstrofo com S. Luciano's Bar, turkish food.
acaso ou por questão genética ?
o enxaquecão pai